
Danço no rio em que me banho
Vezes mais não sei quem sou
Se tudo circula e muda, onde agora estou
Hesitante eu mergulho em águas turvas
Repetindo o ciclo, do alvoroço à plenitude
Pra depois trovoar amiúde, onde tudo começou
Instigando ventania no meu peito
Danço entre as brumas no leito
Da fluidez do destino incerto
Deságuo o que já terminou.