Contos de horror e poemas existencialistas


“Deixai toda esperança, ó vós que entrais”
Desolada dos deuses e dissimulada aos humanos. Moro na ilha de Eéa. Arquétipo de Circe. Cálice, veneno. Prefiro os animais. Meros Ulisses.

Poesia no Limbo

Vivo à margem!

Minha poesia vem do tártaro
está no Limbo
onde não se vê as faces de deus

Não me procure pelo divino
mas me encontre no caminho
da incompreensão dos céus

As memórias que ressinto
não são guiadas por Virgílio
não há manual nem pergaminho

Aqui também não há a esperança
esquecida na caixa de Pandora
ou no círculo deixada à porta

Não é preciso nenhum maniqueísmo
nem mesmo um ideal ascético
para entender símbolos herméticos

Minha poesia vive à margem
da experiência ao desencanto
rompendo a linha de fronteira.

(Andressa Almeida)


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“Estar morto é estar entregue aos vivos”

Jean-Paul Sartre

Biografia: Cálice de Circe